Em maio de 2026, a carga aérea internacional transportada dentro, para e da América Latina e do Caribe atingiu 343.966 toneladas métricas, um aumento de 3,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Esse crescimento foi impulsionado principalmente por Brasil e Colômbia, que registraram os maiores aumentos na movimentação de cargas durante o período.
O Brasil alcançou o segundo maior volume mensal de carga aérea internacional desde o início dos registros, movimentando 82.371 toneladas, um crescimento de 6,3%. A Colômbia apresentou o maior volume já registrado para um mês de maio, com 76.113 toneladas, aumento de 7,7%. Esses resultados compensaram as quedas observadas no México e no Equador.
No Brasil, o aumento nas cargas foi motivado principalmente pelos maiores volumes enviados para Alemanha (+16,2%), Colômbia (+26,9%), Itália (+12,9%) e Espanha (+8,5%), embora o fluxo para os Estados Unidos tenha recuado 3%.
Já a Colômbia teve o corredor com os EUA como responsável por cerca de 60% do aumento nas toneladas transportadas. Entre os mercados regionais, o Chile se destacou, quase dobrando seu volume em comparação a maio de 2025, impulsionado pelo crescimento superior a 20% nas exportações de salmão e truta para a Colômbia.
O Peru registrou o maior crescimento percentual entre os principais mercados da região, com alta de 10,3% na carga aérea internacional, recuperando-se da queda de abril. O crescimento foi atribuído principalmente ao corredor com os EUA e aumento nos volumes com Chile, Brasil e Equador.
Por outro lado, o México voltou a apresentar retração, com redução de 4,4% na carga aérea, principalmente devido à queda nos fluxos com Hong Kong (-30,2%) e Alemanha (-14,4%). Entretanto, o corredor México-EUA cresceu 1,8%, e o México-Espanha (+21,6%) se consolidou como o segundo maior corredor internacional de carga do país em maio.
Os principais corredores com os EUA apresentaram resultados variados: México (+1,8%) e Colômbia (+7,6%) aumentaram seus volumes, enquanto Brasil (-3,0%), Peru (-5,0%) e Chile (-0,2%) registraram quedas. Já o mercado entre Espanha e América Latina e Caribe manteve crescimento, com México (+21,6%), Colômbia (+3,0%) e Brasil (+1,2%) em alta, e Peru (-13,8%) e Chile (-12,8%) em queda.
Peter Cerdá, CEO da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), destacou: “Os dados de maio refletem um desempenho sólido da carga aérea na região, liderado por Brasil e Colômbia, que alcançaram seus melhores resultados em anos. Apesar dos desafios logísticos e aumento de custos devido ao conflito no Oriente Médio, a região demonstra grande resiliência. Contudo, o comportamento desigual entre mercados exige monitoramento contínuo. Para sustentar esse crescimento, é essencial um ambiente que fomente competitividade, investimento e regras claras para todos os participantes.”