A Aena assinou nesta terça-feira (6) o contrato de compra e venda de ações do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão e assumiu oficialmente a gestão do terminal.
Com a incorporação do aeroporto carioca, a concessionária passa a administrar 18 aeroportos no Brasil, que juntos movimentam mais de 63 milhões de passageiros por ano.
A operação é resultado do leilão de venda assistida realizado no fim de março, quando a Aena apresentou uma proposta de R$ 2,9 bilhões pelo Galeão. A companhia ficará responsável pela administração do aeroporto até 2039.
Segundo a empresa, a nova gestão terá como prioridades o aumento da eficiência operacional, a melhoria da experiência dos passageiros, o fortalecimento do transporte de cargas e a geração de valor para a cidade e o estado do Rio de Janeiro.
O presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena, afirmou que a aquisição reforça a posição internacional da empresa e destacou a importância estratégica do Galeão para a conectividade aérea brasileira.
De acordo com o executivo, o aeroporto tem potencial para ampliar tanto as ligações domésticas quanto as internacionais e deve desempenhar um papel relevante no desenvolvimento da malha aérea do Rio de Janeiro.
Com a mudança de controle, o Galeão passa a integrar a rede global da Aena, formada por 81 aeroportos distribuídos por cinco países.
A companhia avalia que essa integração permitirá ao terminal carioca aproveitar a escala e a experiência operacional do grupo, além de ampliar a interlocução com companhias aéreas, parceiros comerciais e autoridades públicas.
Outro ponto destacado pela Aena é a possibilidade de maior coordenação entre o Galeão e outros aeroportos sob sua administração no Brasil, especialmente Congonhas, em São Paulo.
A empresa considera que essa integração poderá contribuir para o fortalecimento do Galeão como hub internacional, além de ampliar sua relevância no transporte de passageiros e cargas.
Para a Aena, a aquisição também acrescenta ao portfólio brasileiro um aeroporto com infraestrutura consolidada, vocação internacional e importância estratégica para a conectividade doméstica e internacional do país.