Role para explorar

OPERAÇÕES DA AVIAÇÃO CIVIL

Histórico de Operações da Aviação Civil

Aviação ComercialAviação Geral
050.000100.000150.000200.000jan/19aug/19mar/20oct/20may/21dec/21jul/22feb/23sep/23apr/24nov/24jun/25dec/25Aviação Comercial - dec/25: 154.199Aviação Geral - dec/25: 77.656

As operações da Aviação Civil somaram 2.659.938 voos em 2025, segundo a contagem realizada pelo IBA. O mês com maior volume foi dezembro, com 231.855 pousos e decolagens.

A Aviação Comercial, caracterizada por menor quantidade de aeronaves, porém de maior porte e realizando alta quantidade de voos diários, regulares e não regulares, representou 66,8% das operações do país em 2025. A Aviação Geral, que nesta seção reúne os voos não classificados como comerciais, respondeu pelos 33,2% restantes.

Operações por Segmentos

Em 2025, os pousos e decolagens da Aviação Geral cresceram 14,1% sobre 2024 e 60,2% acima de 2019. Já a Aviação Comercial cresceu 2,7% em relação a 2024 e ficou 0,9% acima de 2019.

As operações da Aviação Civil (Comercial + Geral) realizadas em 2025 ficaram 6,2% acima de 2024 e 15,1% acima de 2019.

Esta análise considera apenas pousos e decolagens, sem incluir assentos disponíveis ou ocupação, aspectos analisados em seções futuras do anuário do IBA.

Tipo de Aviação nas operações da Aviação Civil

Aviação ComercialAviação Geral
0500.0001.000.0001.500.0002.000.000Aviação Comercial - 2019: 1.759.684Aviação Geral - 2019: 551.4012019Aviação Comercial - 2020: 860.032Aviação Geral - 2020: 457.5482020Aviação Comercial - 2021: 1.110.395Aviação Geral - 2021: 570.7902021Aviação Comercial - 2022: 1.573.174Aviação Geral - 2022: 642.8972022Aviação Comercial - 2023: 1.720.705Aviação Geral - 2023: 698.0702023Aviação Comercial - 2024: 1.730.216Aviação Geral - 2024: 774.4252024Aviação Comercial - 2025: 1.776.364Aviação Geral - 2025: 883.5742025

Operações mensais da Aviação Comercial

2019202020212022202320242025
050.000100.000150.000200.000janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez2019 - jan: 163.7312019 - fev: 140.6932019 - mar: 147.2832019 - abr: 137.8622019 - mai: 136.0552019 - jun: 131.7972019 - jul: 153.5122019 - ago: 146.0992019 - set: 145.1802019 - out: 150.8932019 - nov: 146.8642019 - dez: 159.7152020 - jan: 161.1712020 - fev: 144.4072020 - mar: 110.1512020 - abr: 10.9642020 - mai: 14.4792020 - jun: 20.9272020 - jul: 34.4832020 - ago: 44.1922020 - set: 56.1532020 - out: 73.8022020 - nov: 83.3802020 - dez: 99.9232021 - jan: 107.8662021 - fev: 79.3492021 - mar: 71.1632021 - abr: 51.9712021 - mai: 64.9572021 - jun: 75.6412021 - jul: 99.3392021 - ago: 99.9742021 - set: 104.3552021 - out: 107.0402021 - nov: 116.8852021 - dez: 131.8552022 - jan: 132.1562022 - fev: 105.1802022 - mar: 122.8382022 - abr: 119.9762022 - mai: 130.9862022 - jun: 122.4902022 - jul: 142.9822022 - ago: 136.6982022 - set: 132.3142022 - out: 138.9182022 - nov: 138.5262022 - dez: 150.1102023 - jan: 154.2202023 - fev: 128.6502023 - mar: 144.8102023 - abr: 136.2772023 - mai: 145.3272023 - jun: 139.2842023 - jul: 153.7522023 - ago: 150.0372023 - set: 141.0262023 - out: 142.0542023 - nov: 138.1192023 - dez: 147.1492024 - jan: 150.3152024 - fev: 134.4422024 - mar: 141.9742024 - abr: 142.9042024 - mai: 138.0422024 - jun: 138.3792024 - jul: 154.7482024 - ago: 149.3072024 - set: 143.2092024 - out: 147.6822024 - nov: 139.6732024 - dez: 149.5412025 - jan: 156.3622025 - fev: 137.6332025 - mar: 145.0492025 - abr: 142.8412025 - mai: 147.3922025 - jun: 143.7272025 - jul: 154.4772025 - ago: 150.0422025 - set: 146.0922025 - out: 152.6202025 - nov: 145.9302025 - dez: 154.199

Operações mensais da Aviação Geral

2019202020212022202320242025
025.00050.00075.000100.000janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez2019 - jan: 48.9552019 - fev: 40.0462019 - mar: 47.2962019 - abr: 46.9882019 - mai: 46.1032019 - jun: 46.9262019 - jul: 47.3152019 - ago: 47.0082019 - set: 41.8952019 - out: 47.9472019 - nov: 44.6372019 - dez: 46.2852020 - jan: 41.8922020 - fev: 39.3132020 - mar: 34.7582020 - abr: 21.2442020 - mai: 31.0532020 - jun: 34.0342020 - jul: 37.8812020 - ago: 39.9832020 - set: 43.7522020 - out: 43.0022020 - nov: 45.1702020 - dez: 46.2852021 - jan: 46.5162021 - fev: 39.8352021 - mar: 43.5562021 - abr: 44.6782021 - mai: 47.7322021 - jun: 45.1562021 - jul: 51.0052021 - ago: 51.1572021 - set: 50.8832021 - out: 47.6232021 - nov: 50.7052021 - dez: 51.9442022 - jan: 46.0982022 - fev: 49.2442022 - mar: 56.1322022 - abr: 54.7722022 - mai: 56.2602022 - jun: 56.9452022 - jul: 50.0872022 - ago: 60.1752022 - set: 55.8852022 - out: 52.8872022 - nov: 51.5792022 - dez: 52.8332023 - jan: 49.0022023 - fev: 52.0612023 - mar: 56.0862023 - abr: 56.6732023 - mai: 58.8182023 - jun: 60.2822023 - jul: 59.2102023 - ago: 59.9912023 - set: 61.4152023 - out: 60.1002023 - nov: 63.8112023 - dez: 60.6212024 - jan: 51.8402024 - fev: 53.0892024 - mar: 60.5962024 - abr: 64.5042024 - mai: 68.2202024 - jun: 68.0222024 - jul: 67.8152024 - ago: 73.7532024 - set: 68.2802024 - out: 65.2352024 - nov: 65.6732024 - dez: 67.3982025 - jan: 63.1542025 - fev: 66.2582025 - mar: 69.7472025 - abr: 69.0312025 - mai: 75.7222025 - jun: 75.3542025 - jul: 74.6142025 - ago: 81.1082025 - set: 77.4192025 - out: 75.3222025 - nov: 78.1892025 - dez: 77.656

Origem e Destino das Operações

Das operações da Aviação Comercial em 2025, 90,9% foram nacionais e 9,1% internacionais. A participação internacional aumentou 1 ponto percentual em relação a 2024.

Natureza das operações da Aviação Comercial

90,9%Nacional
90,9% Nacional9,1% Internacional
OPERAÇÕES DA AVIAÇÃO COMERCIAL

Operação da Aviação Comercial por Companhia Aérea

A Azul permaneceu como a empresa brasileira com maior número de operações em 2025, com 581.006 pousos e decolagens. A LATAM registrou 563.246 operações e a Gol, 473.147, enquanto as demais companhias somaram 158.965.

Operação da Aviação Comercial por Companhia Aérea

Azul
581.006
LATAM
563.246
Gol
473.147
Outras 97
158.965

Nacionalidade das Operações das Principais Companhias Aéreas

Entre as principais companhias brasileiras, os voos internacionais representaram 1,3% das operações da Azul, 6,6% das operações da LATAM e 3,7% das operações da Gol em 2025.

Nacionalidade das Operações das Principais Companhias Aéreas

NacionalInternacional

Azul

Nacional573.330 · 98,7%
Internacional7.676 · 1,3%

LATAM

Nacional525.948 · 93,4%
Internacional37.298 · 6,6%

Gol

Nacional455.406 · 96,3%
Internacional17.741 · 3,7%

Operação da Aviação Comercial por Modelo de Aeronave

O Airbus A320 permaneceu como o modelo mais utilizado pela Aviação Comercial em 2025, com 18,2% das operações. Na sequência ficaram o Boeing 737-800 (B738), com 13,6%, o Boeing 737 MAX 8 (B38M), com 11,2%, e o Airbus A320neo (A20N), com 10,8%. Entre os turboélices, o ATR 72-600 (AT76) representou 6,3% das operações.

Operação da Aviação Comercial por Modelo de Aeronave

A32018,2%
B73813,6%
B38M11,2%
A20N10,8%
E2958,9%
A3218,6%
AT766,3%
E1955,4%
A3195,0%
Outros12,1%
OPERAÇÕES DA AVIAÇÃO GERAL

Operações da Aviação Geral por Categoria de Utilização

As operações da Aviação Geral são separadas em diferentes tipos de categorias de utilização, classificadas da seguinte forma para os critérios de análise do IBA:

  • Serviço Aéreo Privado
  • Instrução
  • Táxi-aéreo
  • Outros (SAE e outros)

É importante notar que muitas aeronaves de Serviço Privado, Táxi-aéreo e de Instrução também operam diversos tipos de Serviço Aéreo Especializado. Para os gráficos abaixo, consideramos apenas a atividade principal da aeronave.

O Serviço Aéreo Privado (TPP) permaneceu como a principal categoria da Aviação Geral em 2025, com 545.965 operações, ou 61,8% do total. O táxi-aéreo (TPX) respondeu por 230.897 operações, equivalentes a 26,1%. Instrução (PRI) reuniu 56.621 operações, ou 6,4%, e as demais categorias somaram 50.092, ou 5,7%.

Operações da Aviação Geral por Categoria de Utilização

Serviço Aéreo Privado
545.965
Táxi-aéreo
230.897
Instrução
56.621
Outros
50.092

Operação da Aviação Geral por Modelo de Aeronave

Operação da Aviação Geral por Modelo de Aeronave

BE9L5,4%
SR224,9%
C2084,8%
R444,8%
A1394,7%
AS504,5%
PA343,7%
BE203,0%
A1092,9%
Outros 25361,3%

Os voos da Aviação Geral são realizados por uma variedade maior de aeronaves do que os da Aviação Comercial. Em 2025, foram identificados 262 códigos de tipo ICAO. O Beechcraft King Air 90 (BE9L) foi o modelo mais utilizado, com 5,4% das operações, seguido pelo Cirrus SR22, com 4,9%, e pelo Cessna 208, com 4,8%.

OPERAÇÕES DA AVIAÇÃO CIVIL POR AERÓDROMO 2025

O principal aeroporto da Aviação Comercial em 2025 foi Guarulhos (SBGR), com 246.100 operações, equivalentes a 13,9% do total. Na Aviação Geral, o maior volume foi registrado em Congonhas (SBSP), com 51.208 operações, ou 5,8%, seguido por Jacarepaguá (SBJR), com 35.491, ou 4,0%.

AeródromoAviação ComercialAviação Geral
SBGR246.10014.298
SBSP186.74051.208
SBBR113.83218.434
SBKP117.4183.396
SBCF114.3792.207
SBGL101.3466.102
SBRF73.2785.386
SBSV56.10813.853
SBRJ57.12422.708
SBCT52.4225.644
SBFZ38.7577.329
SBBE31.10413.382
SBGO27.66719.904
SBFL32.3766.671
SBEG29.61012.323
SBVT26.45711.947
SBJR3.57676.349
SBCY20.65414.863
SBPA54.6539.859
SBMO20.2302.370
SBNF16.5589.622
SBBH20834.268
SBSL12.67113.807
SBMT1235.908
SBSG16.155710
SBUL10.34216.104
SBPS17.6193.108
SBFS-18.745
SBFI14.6564.694
SBRP8.61010.559
SBJP12.7629.013
SBCG10.7544.904
SBJD1.02220.205
SBME-13.038
SBMG7.7466.394
SBAR10.1582.570
SBSR9.3867.423
SBLO6.3906.479
SBTE8.0848.171
SDRE--
SJDA--
SBSN4.30610.458
SBPJ5.48418.282
SBBI-13.822
SBJH117.835
SBCB1738.261
SBBV2.57525.149
SBDN2.61412.482
SWPD--
SBMQ4.1217.650
SIAV--
SSUB--
SBMK4.5583.645
SBCA4.1924.904
SBJV5.0262.691
SBCH5.3224.844
SBIL4.8141.713
SBRB3.5245.560
SBFN3.956272
SBMI848.992
SDEN--
SBJU3.5702.068
SBPL3.7781.332
SDHU--
SWEJ--
SBUR1.28011.776
SBMA3.2882.689
SBSI3.5225.511
SIFC--
SBPV4.5012.239
SBCX2.0921.364
SIWV--
SBVC3.3461.812
SDRJ--
SBKG1.9962.420
SBIP2.704-
SBIZ2.9943.576
SIBH--
SDAI--
SBGV1.6623.764
SDCO5010.350
SNPA--
SBIH3244.899
SBZM1.5603.395
SBPG624.118
SBJF--
SBPF1.7641.516
SIAN--
SWUQ--
SBCO-245
SBCJ2.7043.289
SWFN--
SDAG184.311
SBCZ4103.717
SBSJ8015.052
SBAU1.16877
SSKG--
SBML6922.235
SSKT--
SBJE1.868954
Outros112.496110.350
Total1.776.364883.574
CONTEÚDO EXCLUSIVO IBA | 03/08/2026
Instituto Brasileiro de Aviação

Frota de Aviação Civil cresce 3,7% em 2025, liderada pela Aviação Geral

Em 2025, a frota da Aviação Civil alcançou 22.590 aeronaves, alta de 3,7% sobre 2024.

A Aviação Geral chegou a 15.744 unidades, a Experimental a 6.114 e a Comercial a 732. Os três segmentos cresceram no ano: 4,8%, 1,1% e 4,0%, respectivamente.

Para todos os gráficos, o IBA considera na frota total as aeronaves em Situação Normal (“N”), além daquelas com Certificado de Aeronavegabilidade cancelado (“C”), suspenso (“S”) e vencido (“V”), para uma melhor visão do total de aeronaves presente em solo brasileiro.

O crescimento é protagonizado pela Aviação Geral, que concentra o maior número de aeronaves e maior crescimento percentual no ano. Também se destaca a Aviação Comercial, que cresce acima da média anual.

Histórico da frota da Aviação Civil

Aeronaves · 2022–2025
Frota total Aviação Geral Experimental Comercial
Total 22.590
Geral 15.744
Experimental 6.114
Comercial 732

Todas as categorias utilizam a mesma escala. Passe o cursor sobre uma barra para consultar o valor correspondente.

Receita das principais fabricantes de aeronaves comerciais

Em 2025, Airbus, Boeing e Embraer registraram crescimento de receita, refletindo a recuperação observada na indústria aeronáutica nos últimos anos.

A Boeing registrou US$ 89,46 bilhões, alta de 34,5% sobre 2024; a Airbus alcançou € 73,43 bilhões, crescimento de 6,1%; e a Embraer chegou ao recorde de R$ 41,90 bilhões, avanço de aproximadamente 18%.

Os valores correspondem às receitas consolidadas anuais divulgadas pelas fabricantes. Como cada empresa apresenta seus resultados em uma moeda diferente, os números mostram a evolução individual das companhias.

Ano Airbus
€ bi
Boeing
US$ bi
Embraer
R$ bi
2017 66,78 94,01 18,78
2018 63,71 101,13 18,72
2019 70,48 76,56 21,80
2020 49,91 58,16 19,64
2021 52,15 62,29 22,67
2022 58,76 66,61 23,45
2023 65,45 77,79 26,11
2024 69,23 66,52 35,42
2025 73,43 89,46 41,90

Valores nominais consolidados nas moedas de divulgação de cada fabricante.

Ano Airbus Boeing Embraer
2017 100,0 100,0 100,0
2018 95,4 107,6 99,7
2019 105,5 81,4 116,1
2020 74,7 61,9 104,6
2021 78,1 66,3 120,7
2022 88,0 70,9 124,9
2023 98,0 82,8 139,1
2024 103,7 70,8 188,7
2025 110,0 95,2 223,2

Índices calculados a partir das receitas nominais, considerando 2017 = 100.

Para melhor comparar as trajetórias conjuntas, as receitas foram transformadas em índices, com 2017 igual a 100. Nessa base, o destaque é a brasileira Embraer, que alcançou 223,2 pontos em 2025.

Entre 2017 e 2025, a receita nominal da Embraer cresceu 123,2% em reais. O avanço foi sustentado pelo aumento das entregas e pela expansão de diferentes áreas de negócio.

Em 2025, a fabricante entregou 244 aeronaves, 18% acima do ano anterior, enquanto as receitas de Defesa e Segurança e Aviação Executiva cresceram 36% e 24%, respectivamente. A carteira de pedidos firmes também atingiu o recorde de US$ 31,6 bilhões.

Entretanto, parte desse destaque está associada à moeda utilizada na série. Como a Embraer divulga seus resultados em reais e possui grande exposição ao mercado internacional, fatores como inflação e variações cambiais ao longo do período ampliam o crescimento nominal observado no índice. Em dólares, a receita da fabricante passou de aproximadamente US$ 5,9 bilhões em 2017 para US$ 7,6 bilhões em 2025, uma expansão relevante, mas inferior à observada em reais.

A Airbus terminou o período 10,0% acima da receita registrada em 2017. Após a queda durante o período pandêmico, a fabricante recuperou gradualmente sua receita e voltou a superar o nível de 2017 em 2024, alcançando 110,0 pontos em 2025.

A Boeing encerrou 2025 com 95,2 pontos, ainda 4,8% abaixo de 2017. A fabricante atingiu o maior resultado da série em 2018, mas apresentou forte queda no ano seguinte, principalmente devido à crise do 737 MAX. A suspensão das entregas do modelo reduziu o reconhecimento de receitas e gerou custos e compensações adicionais. Apesar da forte recuperação registrada em 2025, a empresa ainda não havia superado o patamar nominal de 2017.

Cadeia de suprimentos continua limitando a expansão do setor

Apesar da recuperação observada nas receitas e nas entregas das fabricantes, a cadeia global de suprimentos permanece como um dos principais desafios para a indústria aeronáutica. Segundo a IATA, a disponibilidade de aeronaves continua sendo um fator limitante para a expansão das companhias aéreas e para o crescimento da oferta de transporte aéreo.

A entidade estima que o déficit acumulado de entregas já ultrapassa 5 mil aeronaves, enquanto a carteira global de pedidos supera 18 mil unidades. O volume reflete a combinação entre o aumento da demanda por transporte aéreo e as dificuldades da indústria em elevar sua capacidade produtiva no mesmo ritmo.

Os gargalos mais relevantes permanecem concentrados na produção de motores, na fabricação de peças e componentes e na capacidade dos serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO). Como consequência, atrasos observados em fornecedores específicos continuam impactando cronogramas de fabricação e entrega de aeronaves.

Cadeia de suprimentos da indústria aeronáutica

O cenário também influencia diretamente as companhias aéreas. Com menor disponibilidade de aeronaves novas, operadores têm mantido aeronaves mais antigas em serviço por períodos maiores e postergado parte dos planos de renovação de frota. Segundo a IATA, a idade média da frota comercial mundial atingiu aproximadamente 15 anos, o maior nível já registrado pela entidade.

As projeções divulgadas pela IATA e pelos principais fabricantes indicam que a normalização entre oferta e demanda deverá ocorrer apenas ao longo da próxima década. Airbus, Embraer e IATA avaliam que esse equilíbrio dificilmente será alcançado antes do período compreendido entre 2031 e 2034. Até lá, limitações relacionadas à produção de aeronaves, motores e serviços de manutenção deverão continuar influenciando o ritmo de crescimento da indústria aeronáutica mundial.