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Tecnologia

Airbus A350 inicia testes com combustível renovável em voos longos

Com objetivo de cumprir as metas de redução de carbono no transporte aéreo, um A350-900 iniciou a campanha de ensaios em voo com combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). O projeto estuda os efeitos do uso apenas de SAF em voos de longo curso, assim como seus impactos nas emissões e o desempenho dos aviões.

O programa “Emission and Climate Impact of Alternative Fuels” (ECLIF3) tem a participação do centro de pesquisa alemão DLR, da Airbus, Rolls-Royce e da Neste, empresa fabricante do combustível.

O estudo será realizado em terra e no ar, com apoio de um A350 que servirá de aeronave laboratório, fornecendo dados de como o SAF se comporta em todas as fases do voo, do acionamento ao corte, incluindo seu desempenho em voo.

As empresas envolvidas buscam garantir a preparação do setor aéreo para o uso em grande escala do combustível sustentável como parte iniciativa de descarbonização da indústria. O entrave ainda é o pouco conhecimento efetivo das características do SAF em voos de longo alcance, especialmente quando utilizado puro, sem mistura com querosene de aviação. Além disso, sua produção ainda é limitada e dependendo do tipo, como os derivados de vegetais, esbarra em questões dos custos financeiros e ambientais.

Ainda assim, um A350-900 iniciou a fase de ensaios em voo do SAF, que tem como base primária as instalações da Airbus em Toulouse (TLS), na França. Após os primeiros voos, que devem verificar o desempenho e comportamento do avião abastecido exclusivamente com combustível alternativo, serão iniciandos os testes de emissões de carbono em voo.

A previsão é que os ensaios ocorram entre abril, para serem retomados entre setembro e dezembro, quando será utilizando um Dassault Falcon 20E da DLR, que vai executar medições sobre o impacto do uso do combustível sustentável nas emissões de poluentes na atmosfera. Enquanto isso, em terra, serão realizadas outras análises para mensurar as emissões de partículas e determinar o impacto ambiental do uso de SAF nas operações aeroportuárias. 

Os testes vão comparar emissões do uso de 100% de SAF produzido com tecnologia HEFA (Ésteres e Ácidos Graxos Hidroprocessados) contra os de querosene com baixo teor de enxofre. Já as medições e análises adicionais para caracterização das emissões de partículas durante os testes em terra ficarão a cargo da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá.

Fonte: AeroMagazine 21/03/2021

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