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"Nenhum modelo da Airbus existiria se não fosse os subsídios ilegais", conclui OMC

Organização Mundial do Comércio confirma que União Europeia forneceu mais de US$ 22 bilhões em subsídios ilegais para Airbus nestes 40 anos de história, montante que, de acordo com a OMC, foi responsável pelo lançamento de todos as famílias da francesa

Uma “bomba” acaba de cair no colo de uma das maiores fabricantes de aeronave do planeta. A Organização Mundial do Comércio (OMC) anunciou nesta quinta-feira (22), que a União Europeia (UE) não cumpriu com sua obrigação de resolver e esclarecer os maciços subsídios de governos europeus para criar e sustentar a Airbus nestes 40 anos de história.

Além de pedir explicações sobre os US$ 17 bilhões em subsídios, a OMC ainda confirmou que membros da UE forneceram quase US$ 5 bilhões só para o lançamento do A350 XWB. “É explícito que o A350 não chegaria ao mercado sem esta ajuda”. Ainda de acordo com o órgão, nenhum modelo da frota da Airbus – incluindo o A300, A310, A320, A330, A340, A350 e A380 – existiria hoje se não fosse os subsídios ilegais fornecidos pelos governos europeus durante todas estas décadas.

Para o VP Executivo da Boeing, Michael Lutig, “Hoje a OMC descobriu que a Airbus é e sempre foi uma empresa criada ilegalmente e apoiada em subsídios ilegais”, alfinetou. O executivo acredita que a União Europeia tem a obrigação de remediar e esclarecer todos estes subsídios para as famílias dessas aeronaves, incluindo os A380s.

 

Mais de US$ 22 bilhões foram investidos ilegalmente pelos governos europeus no lançamento de novas aeronaves Airbus

A decisão promulgada nesta quinta-feira ainda confirma que a Airbus errou em receber subsídios ilegais de mais de US$ 22 bilhões de dólares, incluindo US$ 15 milhões para o lançamento das famílias de A300 à A380, e mais US$ 2 bilhões de subsídios sem ligação com qualquer desenvolvimento de novas aeronaves.

Quem está feliz mesmo é o governo norte-americano, que declarou vitória após uma longa batalha com a União Europeia a respeito destes subsídios ilegais. “A UE não se justificou com respeito aos subsídios anteriormente encontrados, e que violou ainda mais as regras da OMC, concedendo mais de US$ 4 bilhões em novos financiamentos subsidiados para o A350 XWB”, disse o representante do escritório do Comércio dos EUA.

Fonte: M&E 22/09/2016

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