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Boeing registra forte recuperação em 2025 e fecha ano com carteira recorde de pedidos

Apesar de lucro influenciado por efeito não recorrente, empresa mostra avanço operacional e backlog histórico

A Boeing divulgou nesta terça-feira (27) os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025, mostrando uma recuperação significativa após anos de dificuldades operacionais e financeiras. A companhia encerrou o ano com receita de US$ 89,5 bilhões, o maior volume desde 2018, e uma carteira de pedidos recorde de US$ 682 bilhões, impulsionada principalmente pelo aumento nas entregas de aeronaves comerciais.

No quarto trimestre, a fabricante americana registrou receita de US$ 23,9 bilhões, alta de 57% em relação ao mesmo período de 2024, refletindo principalmente 160 entregas de aviões comerciais, quase o triplo do volume do ano anterior. O lucro por ação GAAP foi de US$ 10,23, resultado fortemente influenciado por um ganho extraordinário de US$ 9,6 bilhões com a venda da divisão de Soluções de Aviação Digital.

Apesar do impacto pontual desse ganho, a Boeing também apresentou melhora na geração de caixa. O fluxo de caixa operacional somou US$ 1,3 bilhão no trimestre, revertendo a saída registrada um ano antes, enquanto o fluxo de caixa livre (não GAAP) ficou positivo em US$ 0,4 bilhão.

“Fizemos progressos significativos em nossa recuperação em 2025 e estabelecemos as bases para manter nosso impulso no próximo ano”, afirmou Kelly Ortberg, presidente e CEO da Boeing, em comunicado.

Entregas crescem e produção avança

No segmento de Aviões Comerciais, a receita do quarto trimestre alcançou US$ 11,4 bilhões, com crescimento de 139% na comparação anual. Embora a divisão ainda tenha registrado prejuízo operacional, a margem negativa foi significativamente reduzida, refletindo a melhora no desempenho industrial.

Durante o trimestre, o programa 737 elevou a taxa de produção para 42 aeronaves por mês, enquanto o 737-10 recebeu autorização da Administração Federal de Aviação (FAA) para iniciar a fase final de testes de certificação. Já o 787 Dreamliner começou a transição para uma taxa de produção de oito unidades mensais. O 777X avançou nos testes de voo, com a primeira entrega ainda prevista para 2027.

A divisão encerrou o ano com mais de 6.100 aeronaves encomendadas, avaliadas em US$ 567 bilhões.

Defesa melhora, mas ainda enfrenta desafios

A área de Defesa, Espaço e Segurança registrou receita de US$ 7,4 bilhões no trimestre, beneficiada pelo aumento de volume e pela estabilização operacional. Ainda assim, o segmento foi impactado por US$ 600 milhões em perdas adicionais no programa do avião-tanque KC-46A, relacionadas a custos mais elevados de produção e da cadeia de suprimentos.

No período, a Boeing garantiu novos contratos com as Forças Armadas dos Estados Unidos, incluindo encomendas de helicópteros Apache e aviões-tanque KC-46A, e entregou o primeiro T-7A Red Hawk operacional à Força Aérea americana. A carteira de pedidos do segmento atingiu US$ 85 bilhões, também em nível recorde.

Venda de ativos impulsiona Serviços Globais

O segmento de Serviços Globais apresentou uma margem operacional atípica de 202,4% no quarto trimestre, reflexo direto do ganho obtido com a venda da divisão de Soluções de Aviação Digital. A receita foi de US$ 5,2 bilhões, enquanto o backlog encerrou o ano em US$ 30 bilhões, após pedidos recordes de US$ 28 bilhões em 2025.

Caixa reforçado e dívida elevada

A Boeing encerrou o trimestre com US$ 29,4 bilhões em caixa e investimentos, alta significativa frente aos US$ 23 bilhões do trimestre anterior. A dívida total subiu para US$ 54,1 bilhões, influenciada principalmente pela aquisição da Spirit AeroSystems, concluída em dezembro. A empresa informou que mantém US$ 10 bilhões em linhas de crédito não utilizadas, reforçando sua liquidez.

Fonte
Aeroflap

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