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Air France-KLM encerrou 2025 com o melhor desempenho operacional de sua história e lucro líquido de €1,8 bilhão

As receitas alcançaram €33 bilhões, também recorde, com crescimento de 4,9%

O grupo Air France-KLM encerrou 2025 com o melhor desempenho operacional de sua história, registrando um lucro operacional de €2 bilhões, um aumento de €400 milhões em relação ao ano anterior, e uma margem operacional de 6,1%. O lucro líquido alcançou €1,8 bilhão, incluindo ganhos não realizados com variações cambiais.

As receitas alcançaram €33 bilhões, também recorde, com crescimento de 4,9%. O número de passageiros transportados superou 103 milhões, ultrapassando pela primeira vez a marca de 100 milhões desde a pandemia.

No quarto trimestre, o resultado operacional manteve-se estável apesar da queda de 11% na receita unitária de carga, impactada pela base excepcionalmente alta do ano anterior.

A receita unitária por passageiro na malha aérea cresceu 2,2%, excluindo efeitos cambiais. O clima severo em Amsterdã gerou um impacto negativo de €90 milhões, afetando principalmente as operações da KLM e Transavia. Em janeiro de 2026, a receita unitária da malha caiu 0,4%, mas teria avançado 1,1% sem as perturbações climáticas.

O sucesso da estratégia de “premiumização” refletiu-se no aumento da participação das cabines premium (La Première, Business e Premium Economy), que passaram a representar 36% da receita do grupo, frente a 26,9% em 2024. As receitas da La Première cresceram 17%, Business 9% e Premium Economy 18%, mantendo a estabilidade dos fatores de ocupação. A receita direta online avançou 9%, e a receita acessória atingiu €2,1 bilhões, crescimento de 23% em relação a 2024.

No segmento regional, o Atlântico Norte apresentou crescimento de 6% no yield, apesar de leve queda no fator de ocupação. O mercado dos EUA representa agora 56% do tráfego transatlântico, com aumento de 12% no quarto trimestre.

A Europa, especialmente o Norte, teve desempenho mais fraco, assim como a África, decorrente do enfraquecimento do tráfego de conexão para os EUA. A América Latina se destacou com fator de ocupação de 91%, aumento de capacidade de 10% e yield em alta de 2%. A Ásia mostrou recuperação, com crescimento de 6% na capacidade e yields fortes na China, Japão e Coreia.

Os custos unitários anuais tiveram leve alta de 1,2%, no limite inferior da meta prevista, enquanto no quarto trimestre houve queda de 1,1%, beneficiada por itens pontuais favoráveis e ganhos de produtividade. A renovação da frota contribuiu com ganhos de eficiência de 0,6%, parcialmente compensados por aumentos de tarifas aeroportuárias, controle de tráfego aéreo e mix premium.

A liquidez do grupo atingiu €9,4 bilhões, superando as metas, com índice de endividamento líquido sobre EBITDA estável em 1,7x. A emissão de novos títulos em janeiro com cupom abaixo de 4% e a quitação de dívidas anteriores fazem parte da estratégia de simplificação do balanço.

Para 2026, a Air France-KLM prevê crescimento da capacidade entre 3% e 5%, com expansão de 4% nas rotas longas, estabilidade nas rotas curtas e médias e aumento de 10% na Transavia, principalmente por upgauging. Os custos unitários devem variar entre 0% e 2%, com pressão de tarifas aeroportuárias e controle de tráfego. O investimento de capital está estimado em €3 bilhões, alinhado a 2025.

Entre os desafios, destacam-se a instabilidade política na Holanda, que impôs novos tributos e limitou a capacidade do Aeroporto de Schiphol, gerando impacto negativo de €250 milhões na KLM, além do enfraquecimento das vendas na Europa continental e incertezas políticas na França.

O grupo avança na transformação da KLM, na consolidação europeia com a aquisição da SAS e na reestruturação da malha doméstica da Air France. Parcerias com canais de streaming e melhorias em lounges reforçam a experiência do cliente, enquanto a frota aposta em sustentabilidade, com 35% de aeronaves de nova geração e uso crescente de biocombustíveis.

Fonte
AeroIn

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