O turbo-hélice regional ATR deverá ser o primeiro avião comercial abastecido com hidrogênio. O modelo deverá ser convertido pela Universal Hydrogen, uma das líderes no setor de novos combustíveis, que formalizou um acordo com a ASL Aviation Holdings para a venda de até dez kits de conversão voltados para o ATR 72.

O documento, uma carta de intenções (LoI, na sigla em inglês) prevê que a ASL Aviation seja o cliente de lançamento, ampliando sua oferta de produtos para o mercado de aviação comercial. A empresa é especializada em contratos de arrendamento de aeronaves, com sede na Irlanda.

O contrato prevê que a ASL ceda um ATR 72 para instalação do kit experimental, para posterior início da campanha de ensaios em voo e certificação. A Universal Hydrogen será responsável por todo o processo, desde a manufatura dos sistemas, até a obtenção das respectivas certificações junto as autoridades de aviação civil ao redor do mundo.

A ASL pretende oferecer os primeiros aviões para empresas aéreas cargueiras da Europa, que devem operar, inicialmente de forma experimental, nas principais rotas regionais com elevada demanda de carga.

“A carga aérea tem uma oportunidade única de liderar a indústria da aviação à medida que ela se move para cumprir as ambiciosas metas de emissões de carbono”, disse Dave Andrew, CEO da ASL Aviation Holdings. “A aviação não pode esperar para agir por uma década ou mais antes que novos tipos de aeronaves se tornem disponíveis”.

A intenção é iniciar os voos experimentais, em rotas e operação reais, utilizando o setor cargueiro, mais sensível aos elevados custos de combustíveis fósseis e que usualmente operam aeronaves de geração anterior, mais poluentes e que em breve sofrerão maiores restrições operacionais.

“Para atingir as metas do Acordo de Paris para as emissões da aviação, não podemos nos concentrar apenas nas aeronaves de passageiros - o mercado de carga é significativo e está crescendo”, disse Paul Eremenko, cofundador e CEO da Universal Hydrogen.

Outro desafio será a produção de hidrogênio, que deverá atender as cada vez mais restritivas normas industriais, buscando formas ambientalmente menos impactante em toda cadeia produtiva.

Fonte: Aero Magazine 13/10/2021

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