Os primeiros sinais de leve retomada da aviação em maio animaram o segmento de ground handling. Com uma média de 1.050 partidas por dia, ou o equivalente a 44% da oferta de voos na primeira semana de março de 2020, antes das medidas de isolamento social e fechamento de fronteiras por causa do coronavírus, o mês de maio promete representar o início do reaquecimento do setor. O resultado mostra uma desaceleração da queda registrada em abril, quando foram operadas cerca de 850 decolagens diárias.

Para o presidente da Abesata (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares do Transporte Aéreo), Ricardo Aparecido Miguel, com o avanço da vacinação e a gradativa reabertura das fronteiras para os turistas brasileiros, espera-se que o segundo semestre seja mais positivo. O segmento de ground handling responde hoje por 95% dos serviços em solo em todo o País, atendendo companhias aéreas domésticas e internacionais e aeroportos. Com um contingente de 40 mil trabalhadores diretos, viu a pandemia acabar com cerca de 16 mil postos de trabalho e ameaçar a saúde financeira de diversas empresas.

“Uma série de ações conjuntas vai permitir a retomada da aviação civil brasileira, acreditamos na retorno do Turismo doméstico e nas negociações que estão sendo feitas em países estrangeiros como por exemplo a presença na Espanha do Ministro de Turismo brasileiro, nesta semana, para a liberação dos brasileiros. Bem como o chamado Turismo de vacinação, que deve movimentar a rota entre o Brasil e os Estados Unidos”, afirmou Miguel.

Antes da segunda onda da pandemia, a aviação experimentava um crescimento. Alcançou o pico de 1.798 decolagens diárias em janeiro de 2021, ou 75% da oferta diária de partidas em relação ao início de março de 2020. O agravamento da pandemia impactou a quantidade de voos em fevereiro, quando a média diária recuou para 1.469, o que equivale a 61,2% da malha aérea pré-crise. Em março, a oferta diária de voos domésticos teve novo recuo, com 1.177 decolagens, ou 49% da oferta regular de voos.

Esta semana a Latam iniciou a terceirização de seu ground handling, exceto em Brasília, Congonhas e Santos Dumont, como explicou o presidente da empresa, Jerome Cadier, ao Portal PANROTAS.

Fonte: Panrotas 25/05/2021

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