O Aeroporto Internacional de Guarulhos, no estado de São Paulo, retomou parte da movimentação em julho, porém, o 737,2 mil passageiros que embarcaram ou chegaram pelo terminal representam apenas 19,5% do fluxo do mesmo mês de 2019. Em número de voos, as 7,2 mil aterrissagens e decolagens realizadas em Guarulhos em julho representam 28,8% do tráfego aéreo no aeroporto no mesmo mês do ano passado.

No ano, de janeiro a julho, por causa da pandemia, o aeroporto teve uma queda de mais de 50% no número de passageiros. Foram 24,3 milhões nos sete primeiros meses de 2019, enquanto em 2020 embarcaram e desembarcaram 12 milhões. Em número de voos, a retração é semelhante. Foram 89,3 mil ao longo deste ano, o que representa 53,5% dos 166,8 mil aterrissagens e decolagens realizadas no mesmo período de 2019.

A redução é maior em relação aos passageiros internacionais. Saíram ou chegaram pelo aeroporto 3,3 milhões neste ano, o equivalente a 38% dos 8,7 milhões de passageiros internacionais que passaram pelo aeroporto nos primeiros sete meses de 2019. Os passageiros nacionais somam neste ano 8,6 milhões, o que representa 55,6% dos 15,6 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Crescimento

Apesar da queda ainda ser expressiva, julho apresentou um aumento de 69,1% no número de passageiros em comparação com junho. O fluxo vem tendo uma recuperação gradual desde abril, quando o aeroporto teve o pior mês do ano, com 279,4 mil passageiros, o equivalente 8,2% do movimento de abril de 2019.

Concessionária que administra o terminal, a GRU Airport afirma que está preparada para receber o aumento do número de voos e passageiros nos próximos meses, de acordo com as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Foram afixadas sinalizações que alertam para o distanciamento social e o uso de máscaras faciais. O aeroporto ganhou 70 pontos com álcool em gel e está sendo feito controle de temperatura nos controles de acesso ao embarque.

Atualmente, saem regularmente de Guarulhos 19 voos com destinos fora do Brasil: Addis Ababa (Etiópia), Amsterdã (Holanda), Assunção (Paraguai) , Atlanta (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina), Cidade do México (México), Doha (Catar), Dubai (Emirados Árabes), Frankfurt (Alemanha), Houston (Estados Unidos), Lisboa (Portugal), Londres (Inglaterra), Madrid (Espanha), Miami (Estados Unidos), Montevidéu (Uruguai), Newark (Estados Unidos), Paris (França), Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), Santiago (Chile) e Zurique (Suíça).

Fonte: Correio Braziliense 31/08/2020

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