Jatos menores de passageiros com tecnologia de ponta estão desempenhando um papel importante na recuperação da aviação mundial, especialmente a americana e a europeia, num momento de ainda baixa demanda e fronteiras fechadas (esse último fator afeta mais a Europa).

As operadoras europeias, por exemplo, voaram uma proporção relativamente alta de suas frotas de jatos de passageiros menores e de última tecnologia, como o Airbus A220 e a família Embraer 190/195-E2 segundo dados até 22 de março, em comparação com outros tipos, como o A320ceo e Boeing 737.

Por exemplo, a KLM, que recentemente recebeu seu primeiro E195-E2, tinha originalmente a intenção de usar o modelo de 132 assentos como um substituto direto para seus antigos E190 de 100 assentos, mas o Cirium Dashboard relatou que a queda da demanda por conta da pandemia levou a empresa a colocar os jatos desse novo modelo para substituir aviões maiores, como o 737-700, quando seus arrendamentos expirarem.

No entanto, embora o A220 e a grande família de jatos regionais da Embraer estejam sendo favorecidos como substitutos eficientes e de menor capacidade para aeronaves maiores no atual ambiente de baixa demanda da Europa, eles ainda representam uma parte comparativamente pequena da frota geral da região.

A Cirium rastreou que oito dos nove A220-100 operados por companhias aéreas europeias voaram pelo menos uma vez a cada semana até 22 de março, ao lado de 34 dos 45 A220-300s maiores. Mais de 160 dos quase 270 jatos Embraer 190/195 estavam no ar, embora isso incluísse apenas um punhado das últimas variantes do E2.

Em comparação, quase 840 das quase 2.000 aeronaves da Família A320 com operadores europeus tiveram atividade de voo durante o período, assim como aproximadamente 720 dos 1.700 Boeing 737. A utilização tanto de A320 quanto de 737 ficou em 42%.

Em 23 de março, a Cirium classificou pouco menos de 32% da frota global de jatos de passageiros como em armazenamento.

Fonte: Aeroin 03/04/2021

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