A inglesa Rolls-Royce iniciou a produção das lâminas do rotor do UltraFan, que deverá ser o maior motor aeronáutico da atualidade, com 3,55 metros de diâmetro e aproximadamente 100.000 lbf de empuxo disponível.

O motor superará o GE9X, desenvolvido pela GE Aviation, para o Boeing 777-9 e que dispõem de uma largura de 3,40 metros, mas possui empuxo unitário na ordem de 110.000 lbf. O novo motor da Rolls-Royce, por ora, é apenas um demonstrador de tecnologia, sem um avião para impulsionar.

O objetivo do fabricante é estabelecer novos padrões de eficiência e sustentabilidade oferecendo uma redução de combustível de 25% em comparação com a primeira geração da série de motores Trent, assim como proporcionará a mesma redução percentual de emissões.

Parte dessa melhoria de eficiência vem das pás do fan do motor, que possuem melhorias significativas no projeto aerodinâmico em relação a geração atual e são construídas em uma liga de fibra de carbono e resina de última geração, com uma borda de titânio, aplicada no bordo de ataque, que oferece proteção contra erosão, objetos estranhos e colisão com pássaros. Os novos materiais devem reduzir o peso total do conjunto em 700 kg, aproximadamente o mesmo que sete passageiros adultos.

Uma nova arquitetura do núcleo do motor, com compostos de matriz cerâmica avançados, que possuem maior resistência a elevadas temperaturas, permitem operar com maior eficiência na queima de combustível. A Rolls-Royce também adotou o conceito de caixa de redução, que maximiza a eficiência do motor ao permitir que o cada conjunto móvel trabalhe em uma rotação mais próxima do ideal para cada regime de operação.

A expectativa é que os primeiros testes em solo ocorram em 2021, permitindo oferecer a nova tecnologia ao mercado até o final desta década. A nova série de motores derivadas do UltraFan deverá gerar uma família de motores com potência escalável entre 25.000 lb e 100.000 lbf.

Fonte: Aero Magazine 11/02/2020

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