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Entrevista- Comandante Miguel Dau, Diretor no Aeroporto Internacional de Guarulhos - IBA | Instituto Brasileiro de Aviação


O Cmte Miguel Dau fala sobre a evolução da Aviação Comercial no Brasil, os principais desafios no controle das operações de um grande aeroporto e as partes que compõem esse processo.

Cmte Miguel Dau, iniciou sua carreira na Força Aérea Brasileira, onde atuou como Piloto de Caça, foi convidado a se juntar à VARIG Airlines como Piloto, tendo sido seu Vice-Presidente Técnico-Operacional/COO, passou pela direção da Azul Linhas Aéreas como cofundador e Vice-Presidente Técnico-Operacional/COO e seu primeiro Comandante, foi diretor de operações/COO no MetrôRio, e atualmente é Diretor de operações/COO no Aeroporto Internacional de Guarulhos – GRU Airport desde março de 2014.

Quais são os principais desafios encontrados para gerenciar as operações de um dos maiores aeroportos da América Latina? 

Conciliar os requisitos de Segurança com as necessidades de conforto do Passageiro. Esta não é uma equação muito fácil de se resolver. Entendo que no futuro breve, somente com muita tecnologia para se aumentar o conforto, sem perder os aspectos necessários de segurança.

A IATA anunciou que espera um crescimento de 3,5% para o tráfego aéreo de passageiros para os próximos anos. Além disso, a recém-aprovada redução do ICMS sobre o querosene de aviação acrescentará 490 novos voos semanais para São Paulo e também proporcionará até três dias de stopover para os passageiros. Como isso impactará o Aeroporto Internacional de Guarulhos? O que está sendo planejado para manter a qualidade das operações no ano de 2019?

Estamos revendo o nosso Master Plan, de forma a acompanhar a curva de demanda. As primeiras obras já se iniciaram com a construção do pátio 7 e o aumento de movimentos do sistema de pistas de 52movimentos/hora para 55 movimentos/hora, ainda em 2019.

Com o crescimento da Aviação, aumenta também a necessidade das atividades auxiliares das operações. Como você enxerga a oferta de prestadores de serviços de atividades auxiliares? Atualmente, como o Aeroporto de Guarulhos gerencia e desenvolve esses fornecedores?

O aeroporto apenas acolhe estes prestadores de serviço. Estamos tentando desenvolver, cada vez mais, mecanismos que ajudem a melhorar o padrão e o desempenho destas empresas no aeroporto, com foco básico na segurança operacional. Neste aspecto, a ABESATA tem sido um grande parceiro.

De acordo com a SAC, a GRU Airport assumiu o Aeroporto de Guarulhos com nível de satisfação geral abaixo de 3,5 pontos. Na última medição da Pesquisa de Satisfação do Passageiro foi registrado 4,36 pontos para o aeroporto. A que se deve essa evolução no índice de satisfação? 

Inicialmente, desenvolvemos um trabalho inteiramente focado no Cliente/Passageiro, procurando atender o conforto e a mobilidade. O desafio agora é manter um bom nível de serviço nesta fase esperada de retomada do crescimento. 

O Aeroporto de Guarulhos foi concedido à iniciativa privada em 2012, por um período de 20 anos. Como estão sendo esses sete primeiros anos de concessão? Quais são as expectativas para os próximos anos de concessão?

Estamos muito confiantes na retomada da economia, mola mestra do transporte aéreo em qualquer país. Nestes primeiros 7 anos estivemos voltados para grandes obras (ILS CAT IIIa, EDG, Terminal 3, Retrofit do Terminal 2). Nesta fase atual procuramos aumentar a nossa eficiência operacional, sendo que o A-CDM é o nosso carro-chefe, pois envolve todos os stakeholders do aeroporto. Conseguimos saltar de 42 movimentos/hora (2012) para 55 movimentos/hora (2019), através de uma forte parceria entre o DECEA/SRPV-SP, INFRAERO (Torre de GRU), e empresas aéreas.

Fonte: Instituto Brasileiro de Aviação 28/02/2019        

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