A Eve Urban Air Mobility Solutions, empresa pertencente a Embraer, anunciou hoje (1), que o seu novo veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVtol) recebeu um pedido para 200 aeronaves da Halo, companhia de táxi aéreo com operações nos Estados Unidos e Reino Unido.

O acordo prevê o desenvolvimento um trabalho conjunto para novas operações de eVtol em ambos os países. O projeto inclui o desenvolvimento contínuo do sistema de gestão de tráfego aéreo urbano, bem como nas ofertas de serviços e de frotas.

Segundo a Embraer, a encomenda representa uma das maiores na indústria de mobilidade aérea urbana.

“Estamos prontos para construir o futuro da mobilidade com nossos parceiros de forma colaborativa”, comentou Andre Stein, presidente & CEO da Eve Urban Air Mobility. “Estamos confiantes que este relacionamento mutuamente benéfico terá um impacto positivo para muitos usuários futuros e permitirá que ambas as empresas cresçam seus negócios de forma exponencial”.

A Halo destacou a importância do programa contar com suporte global, especialmente por se tratar de um projeto embrionário e que exigirá uma série de recursos para certificação e operação. Um dos desafios do segmento eVtol ainda será demonstrar sua viabilidade econômica e a segurança diante do público. Será o primeiro caso de um veículo aéreo de transporte de passageiros que poderá ser conduzido de forma autônoma.

“Acreditamos que a Eve está projetando uma aeronave que está bem preparada para a certificação inicial e, além disso, apresenta um histórico comprovado de produção”, disse Kenneth C. Ricci, Diretor do Directional Aviation, fundo de investimento do qual a Halo faz parte. “Nossa experiência como operadores nos ensinou que o suporte ao produto é absolutamente vital para o sucesso geral de novos programas”.

As entregas devem começar em 2026, ainda que dependa da certificação das aeronaves e de todo o ecossistema para sua operação em escala comercial. O eVtol da Eve fez o primeiro voo de simulador em julho de 2020, enquanto o modelo em escala voou três meses depois.

Fonte: Aeromagazine 01/06/2021

 

  : aviacao-geral, brasil, internacional