Chengdu acaba de se tornar a terceira cidade da China a ter dois aeroportos internacionais. No entanto, os planos do governo local para a expansão da aviação são muito mais ambiciosos e preveem um aumento significativo na quantidade de terminais de passageiros disponíveis.

Segundo o plano atual, o governo chinês pretende chegar a 400 aeroportos para voos comerciais de passageiros até 2035, o que significa um aumento de mais 160 aeroportos nos próximos 14 anos – mais de 10 lançamentos por ano, na média. Nos últimos anos, o crescimento exponencial da aviação chinesa mostra que é questão de pouco tempo até que o país assuma a dianteira mundial em número de voos e passageiros transportados.

No entanto, a ascensão dos mega aeroportos preocupa os ambientalistas, que destacam que precisamos limitar nossos voos se quisermos cumprir as metas do Acordo de Paris. A China se comprometeu a zerar suas emissões até 2060. Apesar de ser o terceiro no ranking dos países que mais emitem gases do efeito estufa, os números per capita mostram que a China está no mesmo patamar de outros países desenvolvidos, embora muito acima dos EUA, por exemplo.

A aviação contribui com cerca de 2% das emissões globais de carbono do mundo, de acordo com a International Air Transport Association (IATA). A organização também prevê que o número de passageiros dobrará para 8,2 bilhões em 2037. Conforme o número de passageiros aumenta e outras indústrias se movem em direção a alternativas mais sustentáveis, é provável que a proporção das emissões totais contabilizadas pela indústria aumente.

Diante desses desafios, muitos países optaram por não abrir novos aeroportos ou reformar os existentes.

Fonte: Aeroin 02/07/2021

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