Enquanto a aviação comercial acumula perdas recordes, superior aos US$ 150 bilhões nos últimos doze meses, e assistiu ao fechamento de aproximadamente 620 mil postos de trabalho, a aviação de negócios mantém boas perspectivas, com crescimento moderado em alguns segmentos.

O transporte aéreo regular foi um dos mais impactados pela crise sanitária global, com a consequente demissão de milhares de empregos. De acordo com a consultoria Five Aero, cerca de 620 mil empregos foram eliminados na aviação comercial desde o início da pandemia.

Após um ano com as atividades regulares praticamente todas suspensas, a aviação comercial ensaia uma retomada a partir do próximo semestre. Nos últimos doze meses, a partir de abril de 2020, o setor perdeu US$ 157 bilhões, prejuízo cinco vezes superior ao registrado durante a crise financeira de 2008-2009.

De acordo Salmen Chaquip Bukzem, professor do curso de ciências aeronáuticas da PUC Goiás, a tendência é que a aviação de negócios mantenha um bom ritmo de crescimento nos próximos anos.

“Não tenho nenhuma dúvida que o modal de transporte que mais irá crescer no país é o aéreo. Para os grandes empresários, mesmo com a maior difusão das reuniões online, não se exclui a necessidade de contato presencial em muitas ações”, destacou Bukzem.

Aliás, o crescimento era previsto antes mesmo da pandemia. Mesmo com as incertezas que continuam rondando a economia e a política brasileira, a aviação de negócios mantinha considerável potencial de crescimento, em especial fora da esfera de influência de São Paulo. Ainda que o estado mais rico continue ditando os rumos da economia, setores fundamentais como o agronegócio, ampliam sua capacidade de depender menos dos humores do mercado interno e aproveitar os bons momentos das vendas no exterior.

O crescimento do segmento é uma das justificativas para construção do Antares Polo Aeronáutico, um complexo aeroportuário voltado para aviação geral, em construção na cidade de Aparecida de Goiânia, nos arredores da capital.

O aeroporto deverá seguir os moldes do aeroporto Catarina, inaugurado nos arredores de São Paulo, com foco em atender não apenas operações aéreas, mas de reunir um complexo parque de suporte a aviação geral.

A aviação geral deverá manter o crescimento, em especial nas regiões do agronegócio. O setor poderá absorver desde pequenos monomotores a pistão até sofisticados jatos com cabine larga e alcance intercontinental.

Fonte: Aeromagazine 03/05/2021

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