A Solojet Aviação registrou um aumento significativo na demanda por VTIs (Vistoria Técnica Inicial) em 2019 em comparação com o ano anterior.

Os pedidos subiram 300%, o que significa que mais brasileiros estão importando aeronaves e precisam passar pelo processo de adaptação do modelo para que seja certificado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). 

Nos últimos anos, com a crise econômica, o Brasil registrou um grande volume de aeronaves serem exportadas, ou seja, vendidas no mercado externo. Agora, com os primeiros sinais da retomada, parte destas aeronaves começa a retornar.

O Brasil é dono da terceira maior frota de aeronaves executivas do mundo, 11.800 aeronaves, mas os dados recentes indicam retomada. O país já foi o segundo, mas perdeu a posição para o México.

De acordo com a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o negócio de jatos executivos cresceu entre 6% e 7% no primeiro semestre de 2019, se comparado com o mesmo período do ano anterior.

“Em geral, uma VTI inclui nova pintura do prefixo no padrão brasileiro, colocação da sinalização interna em português, recodificação do transponder e um olhar bem cuidadoso para ver se a aeronave não sofreu alguma modificação que possa ser reprovada pela ANAC”, disse André Bernstein, da Solojet Aviação.

Segundo o executivo, na maioria das vezes a vistoria é feita antes mesmo de fechar a compra, pois é preciso ainda haver possibilidade de desistir, no caso de modificações que impeçam a aeronave de voar no Brasil. 

Fonte: Aeroflap 05/12/2019

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