O primeiro dia oficial de painéis e palestras do Fórum ALTA Airline Leaders 2019, nesta segunda-feira (28), também foi palco para a cerimônia oficial de abertura desta que é a 16ª edição de um dos eventos mais importantes da América Latina. Com o tema “competitividade” dentro da indústria, o Fórum ALTA, que começou mesmo neste domingo (27) com as conferências de imprensa, debate soluções para tornar a indústria da aviação comercial da América Latine & Caribe devidamente eficiente e competitiva dentro do cenário atual global.

O anfitrião Luis Felipe de Oliveira, diretor executivo da ALTA, que também teve as honras de abrir oficialmente as atividades nesse domingo (27), ao abordar a importância da aviação brasileira dentro da América Latina, deu as boas-vindas a todos os 450 presentes, entre eles Tarcísio Freitas, Ministro da Infraestrutura, José Ricardo Botelho, diretor-presidente da Anac, Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, Bob Santos, secretário Nacional de Integração Interinstitucional, Peter Cerda, VP da IATA, e Pedro Heilbron, presidente do Comitê da ALTA.

“Nestes próximos dois dias, debateremos a competitivdade na região e como melhorar ainda mais nossa indústria para aproximar cada vez mais pessoas, reduzir as distâncias, gerar riquezas e ser mais responsáveis com meio ambiente. A aviação, apesar dos desafios políticos e econômicos da região, segue pujante, com crescimento de 5% em 2018 e expectativa para chegarmos ao mesmo patamar em 2019. O Brasil desempenha um papel chave na região, já que quatro de cada 10 passageiros têm origem ou destino neste gigante latino. Nossa expectativa é dobrar o tráfego aéreo nos próximos dez anos”, disse Luis Felipe.

O diretor executivo da ALTA completou: “Agradeço ao governo pelas mudanças no setor, gerando desenvolvimento economico e social que tanto buscamos, permitindo que mais estrangeiros conheçam nossas belezas e que mais brasileiros viajem pelo País. Isto porque cada avião que decola gera mais vendas, mais impostos, mais taxas para aeroportos, mais serviços, mais peças, mais empregos e mais opções aos passageiros. A cada emprego gerado pela indústria, outros quatro indiretos são criados, gerando assim benefícios para todos”, destaca de Oliveira.

O presidente da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), José Ricardo Botelho, celebrou os avanços no setor e deu as “boas-vindas” ao país da liberdade. “Sejam bem-vindos ao Brasil, o país dos Ceus Abertos, do 100% de capital estrangeiro nas aéreas brasileiras, o país da infraestrutura aeroportuária em expansão, o país de maravilhas naturais abundantes e seu imenso potencial turístico. Hoje quase 70% das viagens de longa distância já são feitas de avião, um meio de integração nacional. Somos um país de mais de 210 milhões de pessoas, de imensa extensão territorial e um PIB de US$ 2 trilhões, um ambiente perfeito para a aviação decolar”, declarou Botelho.

O objetivo agora é chegar ainda mais longe, com o aprimoramento do marco regulatório, o que harmonizará as práticas brasileiras com as mais utilizadas em todo o mundo. “Já tivemos vitórias para o setor, com a retirada de todas as limitações da nacionalidade do capital, o que nos traz otimismo para a chegada de novas companhias aéreas, o fim da franquia de bagagens e a redução do ICMS, que acabou trazendo arrecadação de novas receitas para o estado, um resultado já palpável no território nacional”, frisou o presidente da Anac. “E agora temos mais 22 aeroportos para concessão em 2020, trazendo investimentos signficativos de infraestrutura”, completou.

Fonte: Mercado & Eventos 28/10/2019

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