A Airbus quer mudar a maneira de voar com base no voo em formação das aves, e suas características que nos dias atuais podem reduzir o consumo de combustível, sem nenhuma alteração tecnológica.

Quando um pássaro bate as asas, o ar flui sobre as asas e gira para trás das pontas das asas. Esse fluxo cria um turbilhão de ar em fluxo turbulento, contendo energia cinética. Quando o núcleo energético da esteira arrasta o ar circundante, ele cria correntes suaves. Um pássaro que entra nessa corrente ganha energia cinética e pode ter o privilégio de reduzir as suas “batidas de asa”, diminuindo a energia necessária para se manter em voo.

Eles voam em formação, e sempre vão trocando de posição, para que todos os pássaros possam desfrutar, em algum momento do voo, de uma exigência menor de energia para se manter no ar.

A aplicação do conceito

A ideia é realizar voos de longa distância colocando várias aeronaves na mesma aerovia, e com pouca distância entre elas (aproximadamente 2,78 km), como forma de reduzir o arrasto.

O esperado é que esse efeito de arrasto, em carros de corrida conhecido como “vácuo”, proporcione uma economia de combustível de 10%. Isso pode significar várias toneladas de querosene, quando falamos de grandes distâncias. Considerando que um A330neo é cerca de 14% mais econômico em comparação com a geração anterior (A330ceo), temos uma grande descoberta da Airbus.

Em 2016, uma série de testes de voo demonstrou que uma economia significativa de combustível poderia ser alcançada quando duas aeronaves voavam a aproximadamente 3 quilômetros de distância – sem comprometer o conforto do passageiro.

Na época, a tecnologia de gerenciamento de tráfego aéreo não era madura o suficiente para permitir que as aeronaves voassem tão juntas no espaço aéreo. Mas melhorias tecnológicas significativas – incluindo rastreamento de voo em tempo real – estão sendo feitas agora. Essas melhorias tecnológicas abriram o caminho para o desenvolvimento do fello’fly, um novo projeto de demonstração de voo no Airbus UpNext.

2020

A Airbus vai testar em 2020 esse conceito, realizando um incomum voo com pouca separação entre as aeronaves, com intuito de perceber se voar a pouca distância e com grande velocidade pode comprometer a segurança do voo.

Para isso a fabricante vai utilizar duas aeronaves do modelo A350, voando a uma distância de 2,78 km, e calcular o consumo de combustível entre elas.

Vale ressaltar que o padrão de distância em voos de cruzeiro, a separação horizontal, é de aproximadamente 9,2 km.

Fonte: Aeroflap 18/11/2019

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