Aeronaves de passageiros poderão, em breve, ser abastecidas com combustíveis desenvolvidos a partir do lixo. A aposta é do Departamento de Trânsito do Reino Unido, que segundo o Travel Weekly, deve destinar 22 milhões de libras, o equivalente a cerca de R$ 90 milhões na cotação de hoje, para o desenvolvimento de combustíveis com base em resíduos que possuam baixo teor de carbono.

Segundo o órgão britânico, o combustível resultante poderá ser utilizado para aeronaves e caminhões, e seria uma resposta a crescente preocupação com poluição e danos ambientais causados pelo excesso de lixo e pela alta emissão de carbono, uma vez que os novos combustíveis conteriam baixo teor do gás.

De acordo com a matéria, testes de combustíveis sustentáveis feitos a partir do lixo já foram realizados na Europa e na América do Norte. Além disso, mais de 70 grupos já teriam manifestado interesse em participar da licitação do Departamento de Trânsito britânico para desenvolver propostas e pesquisas similares no Reino Unido, utilizando resíduos que seriam destinados a aterros sanitários.

Segundo a entidade, os novos combustíveis testados eram "quimicamente similares aos combustíveis convencionais", e poderiam ser utilizados em aeronaves sem a necessidade de adaptação de seus motores.

"Estamos empenhados em reduzir as emissões de carbono e promover novos combustíveis ecológicos, que nos ajudarão a atingir esse objetivo", afirmou o ministro de transportes inglês, Jesse Norman."Estamos disponibilizando fundos para empresas inovadoras que liderarão o desenvolvimento de combustíveis alternativos que sejam eficientes, sustentáveis e limpos", continuou.

A expectativa é que, com o financiamento do governo britânico, cinco novas fábricas de combustíveis com baixa emissão de carbono sejam criadas até 2021.

"Queremos que cada novo carro e van no Reino Unido alcancem emissão zero até 2040, mas sabemos que os caminhões e os aviões dependerão de combustíveis mais tradicionais; por isso devemos promover alternativas favoráveis ao meio ambiente", argumentou, por fim, o ministro de transportes inglês, Jesse Norman.

Fonte: Travel Weekly 29/08/2017

Texto: Panrotas 04/09/2017

  : aviacao-comercial, internacional