Indústria

Microsoft e Boeing fecham acordo com foco em Big Data

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (19) uma parceria com a Boeing que vai levar a infraestrutura da fabricante de aeronaves para a nuvem. A partir dos sistemas Azure, a Boeing não apenas terá acesso a um novo conjunto de análise de dados, como também poderá utilizar a Cortana para facilitar a vida de companhias que possuam aviões da marca no cotidiano das operações. Em seus primeiros passos, a união entre as empresas deve facilitar rotinas de manutenção, inventário, cargas a serem colocadas ou retiradas das aeronaves e agendamento de pilotos ou equipe de bordo. Além disso, dados obtidos a partir de telemetria, equipamentos e outras fontes ajudarão técnicos e especialistas a entenderem melhor o dia a dia das aeronaves e descobrirem eventuais problemas e pontos de atenção de maneira mais assertiva para evitar atrasos e problemas para os passageiros.

O objetivo inicial da união entre as empresas, então, é criar uma espécie de “agenda inteligente” para as companhias aéreas, uma aplicação que possa centralizar todas as rotinas necessárias para o bom funcionamento das operações. Tudo isso com grande foco em segurança, pois tanto a Boeing quanto a Microsoft se comprometeram a garantir proteção total na plataforma Azure e um sistema que não possa ser invadido remotamente nem explorado por gente maliciosa. Mas esse é só o primeiro passo de uma parceria que, ambas afirmaram, tem prazo longo. Utilizando a Cortana e as plataformas de inteligência da Microsoft, a fabricante de aeronaves promete expandir o foco de atuação tecnológica, ampliando cada vez mais a capacidade de análise de dados a partir de diferentes fontes e tornando mais inteligentes e dinâmicas as operações para o mercado de aviação.

O foco, entretanto, deve permanecer semelhante: evitar o gasto de tempo, pessoal e, acima de tudo, dinheiro em processos repetitivos e redundantes. Ao longo do ano, as companhias prometem divulgar mais novidades sobre a parceria e o uso da inteligência artificial nos processos. Uma segunda fase, por exemplo, deve aplicar tais tecnologias em soluções voltadas diretamente aos passageiros, mas ainda não temos como saber exatamente o que virá no futuro

Fonte: Canaltech 20/07/2016

 

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