A aproximação entre Boeing e Embraer, divulgada há poucos dias, já é de conhecimento do mercado. As conversas sobre uma possível compra da fabricante brasileira, no entanto, não estão confirmadas. As empresas dão a entender que a hipótese mais plausível de negócio seria um acordo de joint-venture.

Em comunicados nesta semana, as companhias afirmam que “não há garantias de que uma transação de fato seja resultado dessas conversas”. “A Boeing e a Embraer não pretendem fazer nenhum comentário adicional em relação a este assunto”, encerrou.

Limitada pela necessidade de discutir o tema não apenas com a Embraer, mas também com o governo brasileiro – o qual é enfático quanto a não intenção de vender a companhia –, a Boeing parece se contentar com uma joint-venture.

Especialistas afirmam que o movimento da Boeing seria uma resposta à aproximação recente entre Airbus e Bombardier, que anunciaram a parceria na construção do programa C Series da fabricante canadense. Com o acordo, a Boeing poderia oferecer suporte à família de jatos regionais E-Jets da brasileira (categoria na qual a americana não disputa mercado) além de trabalhar em conjunto para a construção de melhores interiores nos aviões Embraer.

Fonte: Travel Weekly 22/12/2017

Texto: Panrotas 27/12/2017

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